Classificação de edifícios

Laje corporativa triple A, A e B: o que muda e quando vale pagar mais

HODIE Semper Real Estate · Leitura de 6 minutos
Fachada de vidro de edifício corporativo

"Triple A" virou sinônimo de prédio bom, mas a expressão tem significado técnico. O mercado classifica os edifícios corporativos por um conjunto de critérios de projeto, infraestrutura e localização, e essa classificação explica boa parte da diferença de preço entre dois imóveis a duas quadras de distância. Entender o que está por trás da letra ajuda a não pagar por atributos que a sua operação não usa.

Os critérios que o mercado usa

Não existe um selo oficial. As classificações vêm das consultorias de mercado e de padrões internacionais, e as mais usadas em São Paulo consideram, em resumo:

Triple A (AAA)

Atende praticamente todos os critérios acima. São as torres mais recentes da Faria Lima, do Itaim, da Vila Olímpia e da Berrini, com lajes de 1.000 a 2.500 m², certificação ambiental, gerador full backup e administração profissional. O custo por metro quadrado é o mais alto, tanto de aluguel quanto de condomínio, mas a vacância costuma ser a menor da cidade e a liquidez, a maior.

Classe A

Edifícios de alto padrão que ficam de fora do topo por um ou dois critérios: laje um pouco menor, idade acima de 15 anos sem retrofit completo, ou localização fora do eixo principal. Na prática, muitas operações não sentem diferença entre um A e um triple A no dia a dia, e a economia é relevante.

Classe B

Prédios mais antigos ou de menor porte, com lajes de 200 a 600 m², sistemas prediais mais simples e, muitas vezes, ar-condicionado individual por conjunto. É a maior parte do estoque de São Paulo e onde estão as melhores relações entre custo e localização. Um classe B bem administrado no Itaim pode entregar mais para uma consultoria de 30 pessoas do que um triple A na Berrini.

Quando vale pagar por triple A

Quando classe A ou B é a decisão certa

A pergunta não é "qual é o melhor prédio", é "qual atributo do prédio a minha operação realmente usa".

O que verificar na visita, seja qual for a classe

Capacidade elétrica disponível para o conjunto, tipo e idade do ar-condicionado, quem paga a manutenção, valor e composição do condomínio dos últimos 12 meses, regras de horário de funcionamento e de obra, e a situação documental do edifício. Nossa equipe leva essa lista em toda visita e ela evita a maior parte das surpresas depois da assinatura.

Quer ver exemplos? No portfólio da Hodie há lajes inteiras em torres da Berrini e conjuntos em edifícios classe A e B do Itaim, da Vila Olímpia e do Brooklin. Ver lajes corporativas disponíveis.

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